Ano novo, problemas antigos. Como lidar com os velhos obstáculos da competitividade e da sustentabilidade do negócio? (Everton Gubert)

Ano novo, problemas antigos. Como lidar com os velhos obstáculos da competitividade e da sustentabilidade do negócio? (Everton Gubert)

E o agronegócio continua salvando a pátria! 2016 foi um ano especialmente turbulento, marcado por crises ética/moral, demonstrações de corrupção em série, recessão, problemas explícitos na economia e, principalmente, na política brasileira. Foi um ano que deixou muito claro todas as fraquezas do Brasil, mas também mostrou que o agro é forte o bastante para continuar gerando alimentos, fibras, energia e sustentando mais de um terço do PIB do nosso país.

Em 2017, segundo os especialistas, a perspectiva é que o setor lidere o início da retomada econômica do Brasil, abrindo novos mercados para os produtos brasileiros. Para a suinocultura não será diferente. Dados da Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO) mostram que a nossa atividade deve crescer mais de 20% nos próximos 10 anos, tanto em produção como mercado (consumo interno e exportações), superando 4,3 milhões de toneladas em 2025.

Estas são notícias muito positivas para escutarmos neste início de ano pois nos deixam esperançosos e motivados para seguir nesta jornada. Porém, precisamos olhar também para os grandes e antigos desafios que o setor precisa enfrentar. Buscando nas publicações dos maiores e melhores portais do setor, fica evidente que, ano após ano problemas como legislação trabalhista ultrapassada, infraestrutura e logística que dificultam e encarecem a produção e o escoamento, defesa agropecuária que precisa de atenção e profissionalização, falta de mão de obra no campo, desperdícios e ineficiência da nossa produção, para citar alguns, são destacados como os principais fatores que retiram das nossas empresas a competitividade e sustentabilidade. Ou seja, temos um ano novo, perspectivas novas, mas problemas antigos.

Alguns destes problemas nós, produtores e empresas do setor, não temos a possibilidade de modificar em curto prazo. Outros estão mais para “dever de casa” do que para uma fórmula milagrosa. Gestão é um deles. É através dela que as empresas de qualquer setor do mundo ficam mais protegidas das tempestades provocadas pelos mercados, das crises econômicas e das mudanças externas às empresas. É a gestão que permite o empresário se antecipar a problemas, prevenir grandes perdas e, principalmente, estar pronto para aproveitar as oportunidades.

Nestes mais de 15 anos dentro da suinocultura brasileira temos visto inúmeros bons exemplos onde o investimento em profissionalização da gestão ajudou a transformar granjas com modelo de administração limitante em grandes players do mercado. Vimos exemplos de profissionais que fizeram da sua força empreendedora e competência em gerir pessoas, processos e informações a sua grande fortaleza e sustentabilidade. Estes exemplos inspiram e podem mostrar um caminho para que a suinocultura possa se tornar ainda mais forte.

Neste sentido, para darmos um bom primeiro passo, em 2017 devemos intensificar e priorizar investimentos para melhorar a qualificação dos nossos gestores. Os profissionais da nossa suinocultura precisam aprenderem a trabalhar melhor com as informações disponíveis, com números e com cenários técnico, econômico e de mercado. Precisam aprender a gerir melhor suas equipes, tornando-as capacitadas e orientadas a produzir sem desperdícios, aproveitando ao máximo a capacidade produtiva das granjas, fomentos e indústrias.

Temos em nossas mãos uma grande fortaleza: o agronegócio. Temos no futuro que se aproxima grandes oportunidades. Temos dentro das nossas granjas e fomentos a oportunidade de gerir de forma eficiente as nossas equipes, recursos e processos. Cabe a nós a decisão de fazer bom uso desta oportunidade através da qualificação e profissionalização da gestão. E a hora de começar é agora, especialmente quando um ano novo se inicia e nossas energias se renovam fortalecendo o entusiasmo e as nossas ações.

Fonte:
Artigo extraído da Revista Pork, escrito por Everton Gubert, fundador e diretor da área de Inovação da Agriness.

2 Comentários

    • Olá Lehon,

      Ficamos felizes em saber que nosso conteúdo foi útil para o seu trabalho.

      Até mais,
      Equipe Agriness

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