Quantos leitões uma matriz deve produzir ao longo da vida?

Para tornar a suinocultura um negócio cada vez mais rentável, elevar a produtividade deve ser uma meta contínua das granjas. Assim como uma indústria consegue definir a capacidade instalada de sua fábrica – dimensionando a quantidade de produto que seus equipamentos são capazes de gerar –, as granjas podem (e devem!) prever quantos leitões suas matrizes são capazes de produzir.

A definição dessa meta, porém, ainda representa um grande desafio para os gestores das granjas, especialmente porque não se tem clareza sobre uma questão bastante prática: quantos leitões uma matriz deve produzir ao longo da vida? O primeiro passo para obter essa resposta é buscar informação junto à empresa de genética, pois ela consegue estimar a quantidade máxima de leitões que suas matrizes são capazes de produzir.

Esse é um número que deve ser perseguido e que, junto a outros fatores, indicará o máximo potencial produtivo da granja. Buscar esse potencial exige que se deixe de analisar indicadores de forma isolada, voltando o olhar para o desempenho das matrizes e seu impacto na produção como um todo. Muitas vezes, os produtores se preocupam apenas em obter um bom índice de desmamados por fêmea ao ano e uma boa taxa de retenção até o terceiro parto. Mas, ao descartar uma matriz, não questionam quanto ela produziu ao longo de toda a vida útil. Será que todo o potencial genético foi alcançado? Se ela poderia ter gerado 100 leitões no período em que esteve na granja, mas no momento do descarte se constata que gerou 40 ou 50, por exemplo, significa que houve um desperdício considerável.

A diferença entre o que poderia ter sido produzido por cada matriz e o que efetivamente foi entregue significa dinheiro perdido. Quando se tem clareza quanto ao potencial de produção de uma matriz durante toda a sua vida útil, fica mais fácil identificar os pontos de desperdício. Pode ser que a matriz tenha produzido menos em função de problemas como baixa taxa de parição, descarte antecipado, alta taxa de mortalidade, etc.

As análises desses e de outros indicadores fazem mais sentido quando se sabe o objetivo a ser alcançado. Com base na previsão de desempenho da genética – e considerando a infraestrutura disponível, incluindo mão de obra e instalações – você poderá prever o máximo potencial produtivo de suas matrizes – a quantidade de leitões que devem produzir durante a sua vida – e estabelecer metas para alcançá-lo.

Se o objetivo é buscar, sempre, o menor custo e desperdício zero, a equipe deve trabalhar para que todas as matrizes produzam ao máximo, pois fêmeas improdutivas levam à redução da lucratividade. Além disso, é preciso analisar o desempenho das matrizes de forma mais abrangente, a fim de identificar melhor qual é o desperdício de cada uma, ou seja, o quanto se deixa de ganhar com ela. Essa visão mais ampla é fundamental para implantar o Pensamento+1 na granja e combater o desperdício, eliminando de vez esse grande vilão da suinocultura.

E você? Já sabe o potencial produtivo das matrizes de sua granja? Compartilhe sua experiência conosco!

2 Comentários

  1. Confesso q não sei. Vou correr atrás deste dado e peço a vcs q nos ajudem…..valeu!!

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    • Olá Wagner, como vai?
      Gostaria de receber um e-mail nosso com uma calculadora que faz essa conta pra você?
      Com esse cálculo em mente, você poderá traçar com mais precisão, as estratégias, o planejamento e as ações que precisa executar dentro da granja, visando explorar toda a capacidade instalada da sua unidade produtiva.

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