Nossas pessoas – Mirian de Almeida Johann

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Eu sou Agriness mesmo antes de começar a trabalhar na Agriness… Assim começa uma história de amor de quase 10 anos.

Em julho de 2010 quando eu estava fazendo meu Mestrado na UFRGS, a Agriness convidou o Setor de Suínos daquela instituição para participar das auditorias da 3ª edição do Melhores da Suinocultura. Fui indicada pelos professores para representar a UFRGS na empreitada. Naquela época, eu ainda não trabalhava na Agriness.

Assim, meio por acaso, eu a Agriness começamos a nossa história. Naquele ano, eram auditadas presencialmente 1º, 2º e 3º lugar no Brasil. A jornada iniciava com a vinda até a Agriness em Florianópolis, para participar da auditoria de dados das granjas e a partir dali, saímos de carro para fazer a auditoria in loco. Naquele ano, auditamos 2 granjas no Paraná, uma em Goiás e uma em Minas Gerais. Foram 2 semanas bem intensas de viagem e aprendizados com o grande mestre Everton Gubert. Essas 2 semanas rederam muitas histórias!

Quando estávamos indo do Paraná para Goiás (de carro, é claro, pois eram outros tempos…) ao chegar na divisa com o Mato Grosso do Sul, o carro estava na reserva de combustível. Seguíamos muito bem até que o alarme da reserva começou a disparar. Conosco estava o amigo Nilson Woloszyn da Embrapa que começou a ficar nervoso com a situação, enquanto o Everton se divertia. Para piorar, nada de posto de combustível no caminho… Chegou um ponto que o Everton vendo o apavoramento do Nilson, desligou o ar-condicionado do carro e começou a reduzir a velocidade e a fazer de conta que estava falhando. Aí o nervosismo ficou ainda maior, nem conversávamos dentro do carro. Estávamos rezando para encontrar um posto de gasolina… Andamos, andamos, andamos e nada… Quando finalmente chegamos ao posto, o alívio foi imenso. O tanque é claro que foi cheio. Dos 55 litros, colocamos 58… Naquele momento percebemos que por pouco não havíamos ficado na estrada.

Depois disso, seguimos caminho para Goiás para auditar a granja da Agropecuária Ponta Verde em Goianápolis. O resto do caminho muito tranquilo, sempre com o tanque cheio. Quando chegamos lá, já estávamos recuperados do susto da viagem. Chegamos pela manhã e iniciamos a auditoria. Ao meio-dia, fomos convidados a almoçar na granja. O Everton, sempre muito simpático, conversou com muita gente e estava bem feliz. Em um certo momento, o Vagner (gerente da Granja), trouxe um vidro de pimenta e nos perguntou se gostávamos. O Everton concordou logo em seguida e tacou pimenta na comida. Foi o tempo dele dar 2 garfadas e correr para o filtro de barro (daqueles antigos). O Everton não saiu mais de lá… Acho que tomou uns 5 litros de água enquanto elogiava o filtro… Enquanto escorriam lágrimas dos seus olhos, ele só dizia: Mas que água bem boa!

Nunca vi ninguém tão feliz tomando água!

 

 

 

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